UX desde Platão: experiência do usuário não é um conceito novo!

Descubra se o seu design (ou o dos seus funcionários) é, ou não, dos homens das cavernas!

Logo na primeira vez que li o Mito da caverna de Platão, criei uma grande identificação com meus pensamentos sobre o mundo. De que tudo depende do seu ponto de vista, da sua bagagem, vivência, do seu contexto. Do seu repertório.

Este pensamento foi o que me norteou, ainda que eu não tivesse consciência na época, a cursar Desenho Industrial, e a me apaixonar cada vez mais por projetar, que ao meu ver é um grande gesto de amor: requer abrir-se e doar-se inteiramente para entender o usuário, seu ponto de referência, suas dores e necessidades, para elaborar soluções de forma a promover a melhor experiência possível pra ele.

UX não é sobre o que pensamos que o usuário sente — este é o nosso ponto de vista. É sobre o que constatamos, através dele, o que de fato ele sente — esse é o ponto de vista dele.

A parábola de Platão funciona como um Storytelling neste sentido, pois através de personagens e acontecimentos transmite de forma muito clara um dos principais conceitos que deve nortear os Designers: a habilidade da empatia.

✏️ De forma bem resumida, no mito:

Platão descreve que homens estão aprisionados, desde o nascimento, em uma caverna, de costas para a saída e de frente para uma parede. Atrás deles há um muro, atrás do muro uma fogueira.

Como mostra a ilustração acima, entre a fogueira e o muro algumas pessoas passam carregando objetos, que têm suas sombras projetadas na parede que está no campo de visão dos homens.

Sendo assim, os prisioneiros acreditam que o que estão vendo é tudo o que há no mundo.

Um dia, um dos prisioneiros consegue se libertar e procura a saída da caverna. Mas, a luz da fogueira, bem como a do exterior da caverna, agridem seus olhos, afinal ele nunca tinha sido exposto à luz.

Ele pensa em desistir e retornar para o local ao qual estava acostumado, mas gradualmente consegue observar e apreciar o mundo exterior à caverna.

Porém, por compaixão aos companheiros aprisionados, ele decide retornar para contar sobre o que viu e libertá-los.

Porém, habituados à escuridão e ao que viram desde que nasceram, não acreditaram, pois olham apenas sob uma perspectiva.

Esta é uma metáfora que aborda a condição humana frente ao mundo, no que diz respeito aos conceitos de escuridão e ignorância; luz e conhecimento e, principalmente, a distinção entre aparência e realidade.

Quem somos nós, UX Designers, se não investigadores?

Partimos da escuridão no que se trata de entender o sentimento do usuário, mas vamos em busca deste conhecimento, compreendendo que a forma que vemos e pensamos pode ser distinta da dos outros, e que não devemos tomar nossas impressões pessoais como verdades absolutas.

Platão já falava sobre empatia, referências pessoais, inteligência emocional, compaixão, importância da busca pelo conhecimento e o abandono da posição cômoda gerada pelas aparências desde a era A.C.

Ou seja:

se você trabalha com experiência do usuário mas acredita que não há necessidade de sair da zona de conforto para entender à vera o ponto de vista do seu usuário, é provável que esteja fazendo um design de homem das cavernas 😱😱😱!!!

Pense nisso e divida comigo, comente, curta ou entre em contato através do meu Linkedin.

Sou uma UX Designer completamente apaixonada por buscar soluções que estejam de fato baseadas nas reais necessidades do usuário.

Sou uma UX Designer completamente apaixonada por buscar soluções que estejam de fato baseadas nas reais necessidades do usuário.